Estação de Trem – Campos Elísios

A estação de trem de Campos Elísios, antigamente chamada de “Atura”, era a linha que unia o centro do Rio de Janeiro a Petrópolis e Três Rios e foi construída por empresas diferentes em tempos diferentes. Uma pequena parte dela é a mais antiga do Brasil, construída pelo Barão de Mauá em 1854 e que unia o porto de Mauá (Guia de Pacobaíba) à estação de R aiz da Serra (Vila Inhomerim). O trecho entre esta última e a estação de Piabetá foi incorporada pela E. F. Príncipe do Grão Pará, que construiu o prolongamento até Petrópolis e Areal entre os anos de 1883 e 1886. Finalmente a estação de Areal foi unida à de Três Rios em 1900, já pela Leopoldina. Finalmente, o trecho entre o a estação de São Francisco Xavier, na Central do Brasil, e Piabetá foi entregue entre 1886 e 1888 pela chamada E. F. Norte, que neste último ano foi comprada pela R. J. Northern Railway. Finalmente, em 1890, a linha toda passou para o controle da Leopoldina. Em 1926 a linha foi estendida finalmente até a estação de Barão de Mauá, aberta nesse ano, eliminando-se a baldeação em São Francisco Xavier. O trecho entre Vila Inhomerim e Três Rios foi suprimido em 5 de novembro de 1964. Segue operando para trens metropolitanos todo o trecho entre o centro do Rio de Janeiro e Vila Inhomerim.


A ESTAÇÃO: A estação foi aberta com o nome de Atura. Em maio de 1931, nessa estação houve um desastre entre um trem da Linha do Norte, que subia para Petrópolis, e o “Noturno Mineiro”, que vinha de Três Rios, onde morreram duas pessoas vítimas da colisão

ACIMA: Desastre com o Noturno Mineiro, em maio de 1931, na estação de Atura (Foto da Revista da Semana, 16/05/1931).
frontal de duas locomotivas a vapor. Nos anos 1940, a estação passou a ter o nome atual, Campos Elisios. Com o fim do trecho Vila Inhomerim-Três Rios em 1965, a estação permaneceu servindo aos trens de subúrbio, assim se mantendo até hoje. Hoje, a única linha eletrificada (a partir de Gramacho, pois antes dela são duas) corre lado a lado com a métrica, esta pelo lado direito, até que na altura de São Bento (onde existiu uma estação), a métrica cruza (em “X”) com a eletrificada, mudando de lado, até chegar a Campos Elísios, onde da métrica saem várias linhas que servem a REDUC, e a larga eletrificada cria um desvio na estação, voltando a linha a ser singela após a saída do pátio. Campos Elísios é o bairro onde está localizada a Refinaria Duque de Caxias, a REDUC, que gera grande parte da riqueza do município de Duque de Caxias, sendo este um dos municípios mais ricos do Rio. Porém,tamanha riqueza não se reflete nas ruas da cidade, nem mesmo do bairro de Campos Elísios. Aliás, o bairro fica no distrito em que se localiza a prefeitura municipal. “Em Campos Elísios o pátio da Petrobrás que recebia os vagões tanques que vinham de Macaé (eu acho) está sendo desmantelado e os vagões restantes estão jogados no mato a espera do ferro velho”(Gilson F. Subtil, 6/1/2014). A estação de Campos Elíseos passou a ser parada também de trens de subúrbio a partir de 1935, quando o trajeto destes trens foi esticado de Duque de Caxias até Raiz da Serra (Vila Inhomerim), mais precisamente em 21 de abril desse ano, de acordo com o jornal A Noite do dia seguinte.

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Estação atual: http://www.supervia.com.br/pt-br/campos-eliseos

(Fontes: Julio C. Silva; Gilson F. Subtil; A Noite, 1935; Leopoldina Railway: Revista da Semana, 16/05/1931; Edmundo Siqueira: Resumo Histórico da Leopoldina Railway, 1938; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Mapa – acervo R. M. Giesbrecht

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